Cordel e Poesia

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domingo, 25 de agosto de 2013

ORIGENS INSANAS Silva Dias.



Quando o dia escurece
E os ventos começam soprar
Nuvens negras se agitam,
O céu parece desabar.

Quando o clarão dos raios
Descarrega energias e trovões
O coração da tempestade
Projeta as más intenções.

O mar em revolta dispara as suas ondas
Arrasa o que há pela frente;
A boca da fúria, com o sopro da morte,
Consome a alma da gente.

Quando a montanha estremece
E as cinzas voam pelo ar
É o sinal de que o monstro
Começou a despertar.

A boca da fúria, vomitando fogo,
Revela a sua ira ardente;
A língua maldita incendeia tudo,
Não honra e nem poupa inocente.

Do ventre da escuridão é que nasce a tragédia
As artimanhas do ódio
Promovem cenários de dor;
No olho do furacão há o terror da estratégia,
Como picadas de serpentes
É a língua do traidor;
Origens Insanas, correntes da desunião.

Instintos sórdidos a cargo da destruição.

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