Leia os mais variados tipos de cordeis, em destaque: A Angústia de Zé Carote na seca de 32, Brincadeiras de Criança, Casamento Relação Degenerada, Patativa do Assaré.
Neste ambiente profundissimamente hipocondríaco que me causa repugnância e faz subir-me à boca uma ânsia análoga à ânsia que se escapa da boca de um cardíaco, sinto-me como o filho do carbono e do amoníaco, um monstro de escuridão e rutilância que sofre, desde a infância, a influência má dos signos do zodíaco.
Na órbita elipsoidal dos meus olhos em desalento, sinto-me tremer a respiração como o soldado que, em solidão, rasga a sua farda no desespero do último momento. Pobre homem miserável que sou, pois, devido ao fato de morar entre feras, sinto inevitável necessidade de também ser fera. De fato é a lama que me espera já que, verdadeiramente, ninguém assistiu ao formidável enterro de minha última quimera, somente a “Ingratidão”, esta pantera, tem sido a minha companheira inseparável. No entanto, eu não me acostumo... Não, não me acostumo.
Ah, definitivamente, um Urubu pousou na minha sorte! Tome, pois, Doutor, esta tesoura e corte a minha singularíssima pessoa! Que importa a mim que a bicharia roa todo o meu coração depois da morte? Porque o verme, este operário das ruínas, que o sangue podre das carnificinas come, e à vida, em geral declara, vive a espreitar-me os olhos para roê-los, e há de deixar-me apenas os cabelos na frialdade inorgânica da terra.
Nestes insólitos e imprevisíveis dias de viver, a mão vil que me afaga é a mesma que me apedreja, também, a boca que me amaldiçoa de fato é aquela mesma que me beija. Mas, o beijo, amigo, é apenas a véspera do escarro. Que me adianta então, a chama súbita de um fósforo para que eu acenda a insignificância dum cigarro? Não, não acenderei, nem hei de apedrejar a mão vil que me afaga e, muito menos, escarrar na boca que me beija, mas eu vos direi apenas num segundo que se a minha vida há de dissolver igualmente a uma célula caída na aberração de um óvulo infecundo, fique sabendo que é o agregado abstrato das saudades que ficará batendo nas perpétuas grades do último verso que eu fizer no mundo.
Como o povo, hoje em dia, Anda tão obcecado Por lixo, por porcaria. É na alimentação, Na forma de diversão, No proceder em geral. Nesse doentio processo Big Bosta faz sucesso Com conteúdo imoral.
E ninguém parece ver O quanto isso é ruim Reprovaram bons costumes, Nos valores, deram fim. A coisa ficou foi preta! Ser decente é ser careta, Ser certo não é normal. Nesse doentio processo Big Bosta faz sucesso Com conteúdo imoral.
Homens, mulheres, crianças Rumam à mesma direção Buscam a independência Sem temor, preocupação Numa relação sem respeito Cada um faz do seu jeito, Desprezando a moral. Nesse doentio processo Big Bosta faz sucesso Com conteúdo imoral.
A televisão explora Do povo, a ignorância Com uma programação Suja, em extravagância Manobra as suas mentes Deixando-os inconscientes Do que é prejudicial Nesse doentio processo Big Bosta faz sucesso Com conteúdo imoral.
Invadiram os nossos lares Com essas loucas imagens Horríveis, desvirtuadas E paupérrimas mensagens Incapazes de instruir... O seu papel é destruir As virtudes, afinal Nesse doentio processo Big Bosta faz sucesso Com conteúdo imoral.
E as pessoas se alegram Com toda essa indecência Elas aceitam de tudo Sem peso de consciência A realidade é triste Porque o erro persiste E o bem se tornou mal. Nesse doentio processo Big Bosta faz sucesso Com conteúdo imoral.
Já não bastam as novelas Com seus textos desprezíveis Repletos de incentivos Às práticas inconcebíveis: Violência e traição Mentira, roubo e ambição. Uma tragédia total. Nesse doentio processo Big Bosta az sucesso Com conteúdo imoral.
As tardes de babaquices Tem Márcia, Nelson, Leão É um monte de patéticos Com fofocas, confusão. A mais pobre concorrência Brigando pela audiência Do telespectador vagal Nesse doentio processo Big Bosta faz sucesso Com conteúdo imoral.
Programanóides noturnos Apelam à pornografia É a Galisteu e a Gimenez Na mesma “EPI-HEBI-DEMIA” Aberrações são expostas Todos fazendo apostas Que o “RELES” é o canal. Nesse doentio processo Big Bosta faz sucesso Com conteúdo imoral.
Olha que isso não é tudo! Besteirol tem de montão. As disputas do Gugu Com a besta do Faustão, Nos domingos (Nada Novo) Ganham a atenção do povo Que gosta de lamaçal Nesse doentio processo Big Bosta faz sucesso Com conteúdo imoral.
Se o Estado não é exemplo, A mídia também não é. A família perdeu o rumo, A escola ta em que pé? A Igreja apodreceu E o homem desvaneceu No meio de um vendaval. Nesse doentio processo Big Bosta faz sucesso Com conteúdo imoral.
O que podemos esperar De um Sistema aviltado? Governantes são corruptos; O povo é desinformado; A lei não dá segurança Nada inspira confiança, Pois o mundo infernal. Nesse doentio processo Big Bosta faz sucesso Com conteúdo imoral.