Riso que me adoça o íntimo
Dissolve-se a dor e o amargo
Feito rio afluente, influente e largo,
Logo, há metamorfose, cláusula do ritmo.
Reluz e, feito raio, flecha-me o peito
A Íris de um mirar-se judicioso
Flechado, flecho-me em ti, num ato audacioso
E, rio abaixo, em risco, o fulgurar perfeito.
Abordo do tronco desse riso, remo
Rumo a um horizonte imenso
Navego a Vênus, ventre, leito estremo
Dilúvio de desejo a mar intenso
No incógnito das águas, prazer num riso terno
Fiz-me em Peri, Ceci amada, neste idear eterno.





