Cordel e Poesia

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O homem pinta um Futuro Inclemente
Com as cores da ânsia e da amargura


Silva Dias


Desde o início das civilizações
Os humanos têm feito a sua história
Com cobiça, ciência, sangue e glória
Em seus insaciáveis corações.
Os seus sonhos fomentam evoluções
Culminando-se, às vezes, com a cura
Das moléstias, do atraso, da tortura.
Mas, em tudo, o mal se faz presente.
O homem pinta um futuro inclemente
Com as cores da ânsia e da amargura.

A ciência vem correndo apressada,
Pelos campos do mundo faz sucesso
Abraçada com o tempo e o progresso
Duma revolução super alçada,
Mas a cena do mundo é rodada
Em um palco de infâmia e desventura
Onde os astros perderam a compostura
E o filme é horrível e indecente.
O homem pinta um futuro inclemente
Com as cores da ânsia e da amargura.

Nos pilares sociais ninguém confia
Abaladas estão suas estruturas.
Na Família há rebeldia e rupturas;
Na Igreja há luxúria e hipocrisia;
No Estado há vergonha em demasia;
Na Escola é a desordem que perdura,
Pois a vida é somente uma aventura
Nesta realidade tão demente.
O homem pinta um futuro inclemente

Com as cores da ânsia e da amargura







NO AMERICANO ARROGANTE
A POTÊNCIA É A FRAQUEZA


Silva Dias


Utilizo a informática
E admiro Bill Gates,
Mas não sou fã dos States
Nem da sua pragmática
Hegemônica e fanática
Em exibir fortaleza
Provida de rispideza
E de cunho extravagante.
No americano arrogante
A potência é a fraqueza.

Visão de águia voraz,
Garras, guerras, violência.
Alça o vôo da insolência
Numa tática sagaz:
Camufla-se em falsa paz,
Usa a máscara da nobreza
Pra conquistar, com frieza,
Vasto mundo conflitante.
No americano arrogante
A potência é a fraqueza.

O ego americanizado,
Pelas cifras se inflama,
Acende no peito a chama
De um ânimo esclerosado.
Torna-se obstinado,
Por vestir-se de avareza
Para desejar grandeza
E ter um fim humilhante.
No americano arrogante
A potência é a fraqueza.

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