Há
um sentimento aviltante, estóico, causticante
Exaurindo-me
o íntimo por inteiro;
Deixando-me
extraviático, em delírio, em desespero,
Guiando-me
sem rumo por um caminho errante.
Desejo
óxido, impragmático, um paradoxo
Enertizando-me
como um infausto inebriático;
Desferindo-me
o seu punhal estigmático;
Perdi
o meu eu, sou tão somente um travo tóxico.
É
mesmo em transe que estou pelo que sinto,
Pois
o que sinto, nem em transe, compreendo.
Se
nesse trauma sou ofensa e ofendido,
E se
ofendido, ofegante, vou morrendo,
Como
é que posso inverter o meu instinto
Se
nem por mim posso ser compreendido?


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