Cordel e Poesia

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domingo, 25 de agosto de 2013

O homem pinta um futuro inclemente Com as cores da ânsia e da amargura. Silva Dias


Desde o início das civilizações
Os humanos têm feito a sua história
Com cobiça, ciência, sangue e glória
Em seus insaciáveis corações.
Os seus sonhos fomentam evoluções
Culminando-se, às vezes, com a cura
Das moléstias, do atraso, da tortura.
Mas, em tudo, o mal se faz presente.
O homem pinta um futuro inclemente
Com as cores da ânsia e da amargura.

A ciência vem correndo apressada
Pelos campos do mundo faz sucesso
Abraçada com o tempo e o progresso
Duma revolução super alçada,
Mas a cena do mundo é rodada
Em um palco de infâmia e desventura
Onde os astros perderam a compostura
E o filme é horrível e indecente.
O homem pinta um futuro inclemente
Com as cores da ânsia e da amargura.

Nos pilares sociais ninguém confia
Abaladas estão as suas estruturas.
A Família é rebeldia e rupturas;
A Igreja é luxúria e hipocrisia;
O Estado é a vergonha em demasia;
A Escola é a desordem que perdura,
Pois a vida é somente uma aventura
Em uma realidade tão demente.
O homem pinta um futuro inclemente

Com as cores da ânsia e da amargura.

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