Desde o
início das civilizações
Os humanos
têm feito a sua história
Com cobiça,
ciência, sangue e glória
Em seus
insaciáveis corações.
Os seus
sonhos fomentam evoluções
Culminando-se,
às vezes, com a cura
Das
moléstias, do atraso, da tortura.
Mas, em tudo,
o mal se faz presente.
O homem
pinta um futuro inclemente
Com as cores
da ânsia e da amargura.
A ciência
vem correndo apressada
Pelos campos
do mundo faz sucesso
Abraçada com
o tempo e o progresso
Duma
revolução super alçada,
Mas a cena
do mundo é rodada
Em um palco
de infâmia e desventura
Onde os
astros perderam a compostura
E o filme é
horrível e indecente.
O homem
pinta um futuro inclemente
Com as cores
da ânsia e da amargura.
Nos pilares
sociais ninguém confia
Abaladas
estão as suas estruturas.
A Família é
rebeldia e rupturas;
A Igreja é
luxúria e hipocrisia;
O Estado é a
vergonha em demasia;
A Escola é a
desordem que perdura,
Pois a vida
é somente uma aventura
Em uma
realidade tão demente.
O homem
pinta um futuro inclemente
Com as cores
da ânsia e da amargura.


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