Cordel e Poesia

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

O POLÍTICO E O POVO


Tenho analisado o mundo
E vejo como é cruel,
Tão amargo quanto o fel
Digo e não me confundo
Basta olhar um segundo
Pra enxergar a figura,
A estável estrutura
Deste mundo condenado.
Onde o pobre é humilhado
Na porta de Prefeitura.
  
Em tempo eleitoral,
Políticos vão para as ruas
Abraçar crianças nuas
Até na zona rural.
Em uma ação imoral
De demagogia pura,
Abusam da má postura
Pra conquistar o coitado
Que será logo humilhado
Na porta da Prefeitura.

Assim age o Deputado,
Vereador e Prefeito.
É sempre do mesmo jeito
Um jogo sujo e manjado.
Mas, o pobre, acostumado
Quando o político segura
Sua mão com falsa ternura,
Confia no desgraçado
Pra depois ser humilhado
Na porta da prefeitura.
  
Promete o candidato,
Num discurso eficiente,
Emprego pra muita gente
Em tempo imediato.
Diz que vai fazer contrato
Dar apoio à cultura,
Acabar com a amargura
De quem vive abandonado,
Mas deixa o pobre é humilhado
Na porta da prefeitura.
  
E assim vai conseguindo
Seu imundo objetivo,
Enganando o cativo,
A todo tempo, mentindo
De cara lisa, sorrindo,
Pois sua tática é obscura,
E o eleitor Indouto atura
Como um hipnotizado
Pra depois ser humilhado
Na porta da prefeitura.

O político vai fazendo
Suas promessas em excesso:
-Eu vos trarei o progresso
Que o outro ficou devendo...
Sei que vocês tão querendo
É um governo de fartura,
Sem fraude, sem ditadura.
E o povo diz: - Apoiado!
Pra depois ser humilhado
Na porta da prefeitura.

-Vou fazer estrada nova
Das velhas, tapar buracos.
Aos adversários fracos,
Prometo dar grande prova...
Porém, nada se renova
Ninguém vê a estrutura
Conversa fiada pura!
O povo foi enganado
Pra depois ser humilhado
Na porta da prefeitura.

- Eu vou construir mais praça
Para o lazer do  meu povo
Construir um hospital novo
Para atender de graça...
Mas, olha só que desgraça,
Seu governo é só fissura
E acaba em desventura
O compromisso firmado.
Eleitor é humilhado
Na porta da prefeitura.

Quando acaba o discurso
Vêm os apertos de mão,
Abraça Zé e João
Durante todo percurso.
Nesse forçado recurso,
Pois tudo é só frescura,
Sente a temperatura
Do povo menosprezado
Que será logo humilhado
Na porta da prefeitura.

Essa é a filosofia
Astuta e oportunista
Onde o protagonista
Não poupa hipocrisia.
Explora gente vazia
Vítimas dessa tortura
Que parece não ter cura
E deixa a gente revoltado.
É duro ser humilhado
Na porta da prefeitura!

Povo sem conhecimento
É frágil, inconsistente.
Seu voto é inconsciente...
Um ato sem fundamento.
Por um saco de cimento
Aprovam candidatura.
O Infeliz, em loucura,
Aceita ser explorado,
Extremamente humilhado
Na porta da prefeitura.

O quadro de logração
Sabemos que prevalece.
O Facínora enriquece
À custa do cidadão.
Salário + mensalão
Tem que constar na fatura.
Tudo é parte da cultura
De um povo aviltado
Carente e sempre humilhado
Na porta da prefeitura.

-Vou fazer estrada nova
Das velhas, tapar buracos.
Aos adversários fracos,
Prometo dar grande prova...
Porém, nada se renova
Ninguém vê a estrutura
Conversa fiada pura!
O povo foi enganado
Pra depois ser humilhado
Na porta da prefeitura.

- Eu vou construir mais praça
Para o lazer do  meu povo
Construir um hospital novo
Para atender de graça...
Mas, olha só que desgraça,
Seu governo é só fissura
E acaba em desventura
O compromisso firmado.
Eleitor é humilhado
Na porta da prefeitura.

Quando acaba o discurso
Vêm os apertos de mão,
Abraça Zé e João
Durante todo percurso.
Nesse forçado recurso,
Pois tudo é só frescura,
Sente a temperatura
Do povo menosprezado
Que será logo humilhado
Na porta da prefeitura.

Essa é a filosofia
Astuta e oportunista
Onde o protagonista
Não poupa hipocrisia.
Explora gente vazia
Vítimas dessa tortura
Que parece não ter cura
E deixa a gente revoltado.
É duro ser humilhado
Na porta da prefeitura!

Povo sem conhecimento
É frágil, inconsistente.
Seu voto é inconsciente...
Um ato sem fundamento.
Por um saco de cimento
Aprovam candidatura.
O Infeliz, em loucura,
Aceita ser explorado,
Extremamente humilhado
Na porta da prefeitura.

O quadro de logração
Sabemos que prevalece.
O Facínora enriquece
À custa do cidadão.
Salário + mensalão
Tem que constar na fatura.
Tudo é parte da cultura
De um povo aviltado
Carente e sempre humilhado

Na porta da prefeitura.

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