Todos
nós podemos ver
O
mundo atualmente
O
homem vive a sofrer
Todo
mundo está doente
A
miséria em excesso
Desafia
o progresso
Da
medicina atual
Idosos
vivem gemendo
Crianças
estão morrendo
Nas
filas do hospital.
Para
analisar de perto
A
situação de horror
Não
precisa ser esperto
Basta
sentir uma dor
De
barriga, ou de cabeça
Apenas
que adoeça
E
diga que passa mal
Você
será humilhado
Esquecido
e maltratado
Nas
filas do hospital.
Foi
o que aconteceu
Comigo
um certo dia
Meu
corpo todo doeu
Por
causa d’uma alergia
Pra
ela não me matar,
Um
médico, fui consultar
Porque
não era normal
Aquilo
que eu sentia,
Mas
quase que eu morria
Nas
filas do hospital.
Começou
de madrugada
Meu
terrível sofrimento
A
fila ali formada,
Crescia
a todo o momento
Esperava
pelas senhas
Escutando
as resenhas
Tal
e coisa, coisa e tal.
As
senhas foram acabando
E as
pessoas reclamando
Nas
filas do hospital.
Quem
a senha recebeu
Uma
ficha tem fazer,
Mas
nem para todos deu...
O
que podemos dizer?
O
pobre atura tormento
Péssimo
atendimento
E
isso tudo é real
Depois
de pagar imposto
A
gente só tem desgosto
Nas
filas do hospital.
Depois
de fazer a ficha
Continuei
na espera
Na
demora se capricha,
Quem
quer saúde tolera...
Médicos
não aparecem
Miseráveis
desfalecem
Em
um corredor mortal
Coitados!
Não têm direito
Nem
o mínimo de respeito
Nas
filas do hospital.
Muita
gente foi embora
Pois,
vaga não conseguiu
D.
Mariquinha Chora,
Mas
Seu Mário prosseguiu
Em
busca de providência
Foi
até a emergência...
Outra
fila infernal!
Têm idosos
desmaiando,
Gente
sangra implorando
Nas
filas do hospital.
São
quase dez da manhã
Não
tem Ginecologista;
Faltou
o Dr. Natã,
Também,
não vai ter dentista;
“A
Pediatra, só sexta!
Eu
tenho cara de besta?
Só
um Clínico Geral
Não
atende todo mundo!”
É um
desgosto profundo
Nas
filas do hospital.
-
Enfermeira me ajude!
Grita
a mulher gestante
- Eu
já fiz tudo o que pude,
Me
deixe por um instante!
Dr.
Severino já vem...
Tem
que aguentar, meu bem,
Essa
dorzinha, afinal,
Não
vai acabar contigo!
Mulher
recebe castigo
Nas
filas do hospital.
Um
homem, num acidente,
Levou
um corte na veia
E
sangra constantemente,
Mas
a UTI tá cheia.
É
grave a situação
Ninguém
lhe dá atenção
Sofrer
aqui é normal
Nessa
cena dolorida
Pessoas
perdem a vida
Nas
filas do hospital.
Uma
mulher com anemia
Está
trêmula de fome
Já
passou de meio dia
Só
então chamam seu nome
Nessa
triste condição
Leva
uma reclamação
De
um médico brutal
Que
mal lhe dá uma receita.
Pobre,
de tudo, aceita
Nas
filas do hospital.
Essa
falta de respeito
À
saúde minha e sua
É o
retrato perfeito,
A
verdade nua e crua
Da
dura situação,
Mas
Deus tem a solução
Pra
este mundo letal
Jesus
Cristo, nossa cura,
Dará
fim na amargura
Das
filas do hospital.


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