Eu trago o tempo em meus versos
E exponho os versos ao tempo
Repletos de imagens, de fatos
Guardados no pensamento
Lembranças que fazem vibrar
E o peito entoa a canção
Que nasce das águas do lamento.
O laço do tempo calou
O canto do carro de boi
Boiada, Aboio e Vaqueiro
Também nesse laço se foi
Na sela do tempo em galope
Nesse Cavalo Matreiro
Só resta regar a saudade
Num Lamento Catingueiro
É assim que o tempo
Tem feito no dia a dia
Converte a poeira em asfalto
E tece a lembrança em poesia
Na louca corrida do tempo
O meu refúgio é uma pescaria
Na louca viagem do tempo
O meu refúgio é uma pescaria.
É esse de fato o presente
Que o Presente trouxe pra mim
Um curral vazio e sem cheiro
Uma vida agitada, sem campo
Sem paisagem e sem porteira
Viver não é mais brincadeira
Se o futuro espelha o fim.
É assim que o tempo
Tem feito no dia a dia
Converte a poeira em asfalto
E tece a lembrança em poesia
Na louca corrida do tempo
O meu refúgio é uma pescaria
Na louca viagem do tempo
O meu refúgio é uma pescaria.


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