Cordel e Poesia

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DRAMA DE VIVER


Silva Dias
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Não sou protagonista desse espetáculo surreal,
Apenas personagem, e faço o meu papel
Hora para o bem, hora para o mal,
Pois tudo é dilema num anfiteatro mítico e cruel.

Bati por tantas vezes na porta do céu,
Tantas vezes que até me calejei,
Pedindo e pedindo feito um tabaréu.
Depois de ignorado, eu desconfiei.

Por fim, infernizei na porta do inferno
Mas diabo algum quis saber de mim.
Nem triste, nem alegre, nem desesperado.

Se não me quer o bem e nem o mal, enfim,
Com o meu desvario sigo abraçado
E, mesmo abandonado, hei de ser eterno.

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